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Placas de captação de energia solar serão instaladas na Feira do Guará

Ação faz parte de projeto do GDF que será lançado neste semestre para incentivar o uso de energia sustentável no Distrito Federal

As discussões sobre o Brasília Solar, programa que incentivará o uso de energia sustentável no DF, estão avançando. O projeto que prevê o uso de placas fotovoltaicas para converter luz do sol em energia elétrica deve ser lançado oficialmente, por meio de decreto, ainda no segundo semestre de 2016.

Encabeçados pela Secretaria do Meio Ambiente, membros do grupo de trabalho criado em março — do qual fazem parte órgãos do GDF entidades e organizações sociais — desenvolvem projetos que servirão como base para o programa. Um deles tem como objetivo instalar placas em metade do telhado da Feira do Guará, o que corresponde a 7 mil metros quadrados.

Um dos idealizadores do projeto, o presidente da Associação Comercial Varejista da Feira do Guará, Cristiano Jales, explica que a mudança representaria benefícios para os cerca de 500 comerciantes que trabalham nos 636 boxes comerciais do espaço. “Conseguiríamos diminuir os custos para o Estado e a inadimplência dos feirantes — que têm de arcar com o valor do condomínio — e aumentar a qualidade energética”, pontua.

A área é administrada pelo GDF em parceria com a associação. A ideia é que os custos de instalação e de manutenção da nova estrutura sejam financiados por alguma instituição financeira que assuma o compromisso por meio da entidade. “Também acabaria com o problema das goteiras, outra demanda antiga dos trabalhadores”, afirma o representante dos feirantes.

Eficiência energética
Para o administrador regional do Guará, André Brandão, a medida também pode dar mais visibilidade para o local. “Temos condição de virar modelo de eficiência energética para o DF e para o Brasil”, ressalta. De acordo com ele, o potencial turístico da feira, assim com o caráter sustentável da proposta, transformaria a realidade daqueles comerciantes e da cidade. “Esse exemplo seria apenas mais uma prova que a cidade deve insistir em energias renováveis”, conclui.

A ideia é garantir que o espaço funcione dessa forma por pelo menos 25 anos, por meio de termo de permissão. O valor estimado do investimento é de R$ 7 milhões.

Brasília Solar
O secretário do Meio Ambiente e presidente do grupo de trabalho do Brasília Solar, André Lima, reforça que, para colocar esse e outros projetos demonstrativos do programa em prática, será preciso checar a viabilidade jurídica e financeira. “Pensamos em modelos de instalação e em arranjos para a captação dos recursos”, afirma. Para isso, há um subgrupo que trabalha na planilha de custos.

Além da Feira do Guará, há uma proposta para compensação energética em um condomínio do Jardim Botânico. Outras sugestões, em fase de levantamento e avaliação, visam produção de energia solar em hospitais e unidades de pronto-atendimento da rede pública — que funcionam por meio de caldeiras — e em todas as unidades de ensino administradas pela Secretaria de Educação.

“Também articulamos com a Companhia Energética de Brasília [CEB], com a Universidade de Brasília e com a Centrais Elétricas do Norte do Brasil [Eletronorte] um estudo sobre o potencial de produção de energia sustentável no lixão da Estrutural”, adianta o secretário.

Lima destaca como parte essencial do Brasília Solar o investimento em treinamento de técnicos para instalação e montagem das placas fotovoltaicas em um novo curso da Fábrica Social, em parceria com Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Em setembro, 150 alunos começam as aulas de capacitação.

Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA 14/07/2016

 
 

Emater incentiva uso de energia solar na agricultura familiar

O Governo do Estado, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB), integrante da Gestão Unificada (Emepa/Interpa/Emater) vinculada à Sedap, promove uma série de eventos para incentivar e atrair agricultores familiares a aderirem ao Programa de Energia Solar para o uso de irrigação e outras tecnologias no campo.

O objetivo é reduzir custos com a energia elétrica e aumentar a produção sem agredir o meio ambiente.

A região administrativa da Emater em Itabaiana, coordenada pelo técnico Paulo Emílio de Sousa, já realizou diversos encontros sobre energia solar fotovoltaica para famílias agricultoras dos municípios de Ingá, Gurinhém, Pedras de Fogo, São Miguel de Taipu, Mogeiro, Itabaiana, Pedras de Fogo e Salgado de São Félix.

Conforme a programação, o próximo ocorrerá no dia 22, em Itatuba. Atualmente, a regional trabalha 17 projetos.

Desse total, 14 estão em fase final de elaboração e três já aprovados pelo Banco do Nordeste aguardando a liberação do financiamento.

Segundo Paulo Emílio, durante os eventos são discutidos e avaliados todos os procedimentos de implantação do sistema a partir da elaboração das propostas de financiamento pelos extensionistas da Emater, as linhas de crédito do Pronaf Eco para o agricultor familiar, o FNE Sol para o produtor rural, além de palestras das empresas cadastradas e responsáveis pela instalação, que já somam 27 no Estado.

Ele lembrou que o primeiro projeto de energia fotovoltaica foi implantado no município de Ingá, no sítio Caldeirão, pertencente ao agricultor José Francisco, que trabalha com bovinocultura de leite e de corte, além da produção de silagem para alimentação do rebanho, resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Governo do Estado e o Banco do Nordeste com execução da Emater.

Com um custo de R$ 21.340,80, o projeto foi implantado no sistema On Grid, ligado diretamente na rede de energia elétrica, com geração de 300 kwh/mês, suficiente para atender às demandas da propriedade, como também gerar bônus para descontar em outras unidades de consumo de energia pertencentes ao agricultor.

O presidente da Gestão Unificada Nivaldo Magalhães tem realizado reuniões sistemáticas com as coordenadorias regionais para discutir, avaliar os avanços e cobrar resultados.

Na sua avaliação, a energia solar é uma excelente alternativa para as famílias agricultoras paraibanas melhorarem a renda e a qualidade da produção.

O agricultor interessado em participar do programa deve se dirigir ao escritório da Emater de seu município munido de documentos pessoais e do imóvel rural, Declaração de Aptidão ao Pronaf (Dap), e a proposta de viabilidade técnica e econômica.

“Atendendo a esses critérios, as agências do Banco do Nordeste estão aptas a contratar o financiamento”, disse, adiantando que a intenção do Governo do Estado é ampliar as oportunidades de geração de postos de trabalho no meio rural.

Fonte: Redação com Secom/PB

 
 

Energia solar ajuda a diminuir conta de luz dos pernambucanos

Proprietários de empresas e residências comemoram a economia

Um dos maiores pesos no orçamento de famílias e empresas, o custo com energia elétrica tem diminuído em alguns estabelecimentos e residências do estado, mesmo após um aumento de 11,6% (no caso dos clientes residenciais) e 6,77% (para indústrias e comércio atendidos por alta tensão), que passou a vigorar no fim de abril. Em alguns casos, é possível reduzir até 100% do valor total da conta, graças à geração de energia solar para consumo próprio. Nem mesmo o alto investimento tira a atratividade do formato.

Diretor de comercialização de energia da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Manoel Malta lembra que há três anos o governo de Pernambuco vem incentivando a microgeração de energia no estado através do PE Solar. “Foram disponibilizados recursos para financiamentos de projetos em unidades consumidoras, como padarias, supermercados, farmácias, postos de combustíveis, entre outros”. Segundo ele, um dos principais benefícios é a economia. “Em média, depois de cinco anos o consumidor recupera o investimento. E a geração permanece por mais de 20 anos”, diz.

A geração de energia solar se torna atrativa, segundo Malta, para residências ou estabelecimentos comerciais que consumam a partir de 500 quilowatts-hora (KW/h) por mês. “É possível economizar de R$ 100 a 200 por mês ou até mais, dependendo da compensação que ele faça”, explica. Isso porque os interessados em fazer uso da alternativa precisam especificar a capacidade de geração das placas: quanto maior a geração, mais caro é o projeto. Apesar de haver uma variação nos valores, a média de investimento é de R$ 6 mil a R$ 9 mil para cada KW instalado.

“O número de pessoas interessadas em projetos tem crescido. Não só em Pernambuco, mas em todo o país. Nesse tempo de crise, a busca por soluções para economizar energia é grande”, diz Ananias Gomes, diretor executivo da Insole, empresa responsável por diversos projetos no estado. Segundo ele, o número de instalações realizadas no primeiro trimestre deste ano foi maior do que o registrado durante todo o ano passado.

Um dos estabelecimentos que aposta na energia solar é o Cemitério e Crematório Memorial Guararapes, onde há um ano foram instaladas 60 placas fotovoltaicas a um custo de R$ 100 mil. Na avaliação do diretor do local, Eitor Laurentzy, além da economia gerada, a sustentabilidade é outro fator importante. “Temos uma redução (na conta) na faixa de 25%, o que significa de R$ 800 a R$ 1,3 mil por mês”, afirma.

A residência do gerente comercial Marcelo Pinheiro é uma das 121 em todo o estado que faz uso da energia renovável. “Tenho conhecimento na área e fiquei pesquisando, junto às empresas, para ver qual era o melhor momento para investir”, lembra. Há cerca de um ano e oito meses, ele instalou 24 placas fotovoltaicas no telhado a um custo de R$ 28 mil. Por mês, o equipamento gera 840 KW/h. “Eu consumia, em média, 600 KW/h e a conta girava em torno de R$ 350 reais”, diz, acrescentando que a energia gerada também abastece o consultório da esposa, localizado nas proximidades da Avenida Caxangá, cujo custo com energia era de R$ 170 mensais. Levando em consideração os dois estabelecimentos, a economia mensal do gerente é de R$ 520 todos os meses.

Parques de geração compartilhada
A Insole inaugura, no início de junho, um parque de energia compartilhada em Gravatá. Foto: Ironildo Machado/Divulgação
A Insole inaugura, no início de junho, um parque de energia compartilhada em Gravatá. Foto: Ironildo Machado/Divulgação
Atualmente, 16 empresas em Pernambuco estão habilitadas a elaborar os projetos de geração de energia solar dos estabelecimentos e residências. Muitas delas também passaram investir em condomínios de compartilhamento de energia: grandes áreas onde são instaladas placas fotovoltaicas com o objetivo de atender aqueles que não dispõem de espaço suficiente para instalar os equipamentos. Dois desses condomínios devem ser inaugurados ainda no primeiro semestre.

Um deles está sendo erguido pela Insole em Gravatá, no Agreste, e deve entrar em operação no próximo mês. Segundo Ananias Gomes, a opção é ideal para aqueles que também não dispõem de recursos para instalar as placas fotovoltaicas. “É um contrato de locação que dura de dez a quinze anos. Nós geramos a energia, injetamos na rede da Celpe, e designamos quais empresas serão beneficiadas por essa geração”, explica.

Por conta disso, o formato permite que a energia seja gerada longe do estabelecimento que vai se beneficiar pelo desconto: com uma área de 10 mil metros quadrados, o condomínio vai fornecer energia para uma rede de academias e outra de lanchonetes, ambas localizadas no Recife. A empresa está investindo em uma segunda usina que deve ser inaugurada até o fim do ano.

A Global Sun é outra empresa que aposta no formato de energia solar compartilhada. A empresa está prestes a inaugurar uma planta com 127 hectares no município de Tacaimbó, também no Agreste, que vai atender a quatro clientes dos setores de alimentos, energia, e um cliente residencial. “O interesse das pessoas e empresas pela energia solar tem crescido, mas temos dois grandes entraves: a crise econômica e falta de linhas de financiamento específicas”, diz Pedro Nunes, diretor-executivo da empresa.

Fonte: Diario de Pernambuco - Por: Sávio Gabriel - 28/05/2017

 
 

Energia solar pode ultrapassar expansão global recorde de 2016 neste ano

Os preços de módulos solares fotovoltaicos caíram 80% desde 2009, com aumentos na capacidade e melhorias na tecnologia

A expansão da capacidade instalada em energia solar no mundo deverá continuar neste ano, após menores custos levarem a um crescimento recorde em 2016, e as novas usinas instaladas poderão ultrapassar 80 gigawatts, disse uma associação da indústria de energia solar europeia nesta terça-feira.


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Os preços de módulos solares fotovoltaicos caíram 80% desde 2009, com aumentos na capacidade e melhorias na tecnologia.

Um recorde de 76,6 gigawatts em nova capacidade em usinas solares foi instalado e conectado à rede no ano passado, alta de 50% ante 2015, segundo relatório da associação SolarPower Europe.

"Há uma boa chance de que o mercado possa até mesmo ultrapassar a marca de 80 gigawatts em 2017", disse o presidente da SolarPower Europe, James Watson, no relatório, que aponta que a expansão global da energia solar neste ano dependerá principalmente da China.

A China conectou 34,5 gigawatts em energia solar à rede no ano passado, representando quase metade da nova capacidade instalada no mundo, com alta de 128% ante os números do país em 2015.

Embora muitos especialistas digam que as instalações na China poderão desacelerar neste ano, o país já comissionou 7,2 gigawatts em usinas no primeiro trimestre, leve alta ante o mesmo período do ano passado.

A capacidade solar fotovoltaica instalada no mundo cresceu em um terço para 306,5 gigawatts no final do ano passado, ante 229,9 gigawatts em 2015. A capacidade pode chegar a 400 gigawatts em 2018 e 500 gigawatts em 2019, com 600 gigawatts em 2020 e 700 gigawatts em 2021, segundo o relatório.

Fonte: Época Negócios - Por Nina Chestney

 
 

China desenvolve painéis solares que funcionam mesmo com chuva

A principal inovação destes painéis é o uso de um novo material que pode armazenar energia solar durante o dia para que esta seja colhida durante a noite

Pequim – Uma equipe de cientistas de duas universidades chinesas desenvolveu painéis solares capazes de gerar energia também em dias de baixa insolação, inclusive com chuva, nevoeiro ou de noite, informa nesta segunda-feira o oficial “Diário do Povo”.

“O objetivo é elevar a eficiência de conversão da luz direta até que volte a ter mais, gerando energia suficiente em condições de pouca luminosidade tais como chuva, nevoeiro, bruma ou na noite”, explicou ao jornal o professor Tang Qunwei, da Universidade Oceânica da China, uma das responsáveis do projeto.

Outra equipe liderada pelo professor Yang Peizhi, da Universidade Pedagógica de Yunnan, também participa do desenvolvimento destas placas solares, que segundo a imprensa oficial chinesa podem representar uma “revolução fotovoltaica”.

A principal inovação destes painéis é o uso de um novo material chamado LPP (sigla em inglês de “fósforo de longa persistência”) que pode armazenar energia solar durante o dia para que esta seja colhida durante a noite.

“Só a luz parcialmente visível pode ser absorvida e transformada em eletricidade, mas o LPP pode armazenar energia solar a partir de luz não absorvida e perto da infravermelha”, explicou Tang, “permitindo a geração de energia contínua de dia e de noite”.

Estes avanços foram publicados em revistas científicas dos Estados Unidos e Europa, que destacaram a queda de custos que a energia solar poderia ter graças a este tipo de painéis.

Boa parte da energia consumida na China procede de combustíveis fósseis (carvão e petróleo), mas ao mesmo tempo a segunda economia mundial é o país com mais centrais solares instaladas (com capacidade para mais de 77 gigavats).

Fonte: EXAME - por EFE

 
 

Capacidade mundial de energia solar aumentou quase 50% em 2016

No ano passado, 76,1 gigawatts (GW) de capacidade de energia solar foram instalados em todo o mundo

São Paulo – A queda no preço da energia solar e a expansão desse mercado caminham de mãos dadas. Um relatório recentemente divulgado pela consultoria SolarPower Europe mostra que 76,1 gigawatts (GW) de capacidade de energia solar foram instalados em todo o mundo no ano passado, um aumento de quase 50% em comparação com 2015, que já tinha sido um ano recorde para a indústria.

A capacidade total de energia solar global é agora de cerca de 305 GW, um grande salto em relação aos 50 GW instalados em todo o mundo há apenas 7 anos.

O maior crescimento no último ano ocorreu nos Estados Unidos e China, que duplicaram suas capacidades instaladas, puxando para cima o índice mundial. China acrescentou 34,2 GW e os EUA adicionaram 14 GW.

A Europa, no entanto, registrou uma desaceleração de 20 por cento em relação ao ano anterior, mas continua a progredir nesse mercado, que já atingiu 104 GW por lá.

O Reino Unido liderou as instalações no continente, com quase 30 por cento de crescimento, um ritmo que tem diminuído devido à remoção de subsídios e incentivos para instalações solares residenciais e usinas.

“Precisamos construir um grande projeto industrial em torno de energia solar e renováveis. Para começar, aumentar a meta de 2030 para energias renováveis ​para pelo menos 35% [acima dos 27% atuais] enviará um forte sinal de que a Europa está de volta ao setor de energia solar”, disse Alexandre Roesch, diretor de políticas da SolarPower Europe, ao jornal britânico The Guardian.

A Ásia, por outro lado, foi responsável por dois terços do total instalado no ano passado.

Fonte: EXAME - Por Vanessa Barbosa

 
 

Setor energético poderia reduzir emissões em 70% até 2050

Para que uma transição dessa magnitude ocorra, a participação das fontes renováveis no fornecimento de energia teria de aumentar para 65%

São Paulo – As emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2) relacionadas ao setor de energia poderiam ser reduzidas em 70% até 2050, e completamente eliminadas até 2060.

É o que aponta o novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês) divulgado nesta semana durante a reunião do G20 em Berlim.

Para que uma transição dessa magnitude ocorra, a participação das energias renováveis no fornecimento de energia primária teria de aumentar para 65% em 2050, ante os 15% de 2015, diz o relatório.

Um adicional de US$ 29 trilhões de investimento em fontes renováveis seria necessário até meados do século, o que equivale a 0,4% do produto interno bruto (PIB) global.

Conforme o estudo, tais investimentos devem proporcionar um estímulo que, associado a outras políticas de apoio ao crescimento, impulsionaria o PIB global em 0,8% em 2050.

Globalmente, o setor energético emitiu 32 gigatoneladas de CO2 relacionados em 2015. Para limitar o aquecimento do Planeta em não mais do que 2 graus Celsius acima das temperaturas pré-industriais até o final deste século, as emissões de gases efeito estufa precisam cair para 9,5 gigatoneladas em 2050, segundo a Agência.

Tecnicamente, esta é uma transformação possível, mas exigirá reformas políticas significativas, custos e inovação tecnológica adicionais, para garantir que cerca de 70% do mix global de fornecimento de energia em 2050 seja de baixo carbono.

O estudo destaca que a maior parte do potencial de redução de emissões para os próximos anos provém das energias renováveis e eficiência energética, mas todas as tecnologias de baixo carbono (incluindo captura e armazenamento e fontes nucleares) desempenham um papel.

Atualmente as energias renováveis representam 24% da produção mundial de energia e 16% da oferta de energia primária. Para alcançar a descarbonização, o relatório afirma que elas deverão representar a maior parte da geração de energia em 2050, com base no crescimento rápido e contínuo, especialmente para a solar e eólica.

Fonte: EXAME - Por Vanessa Barbosa

 
 

Cientistas criam bateria que pode revolucionar setor de energia

Bateria da Universidade de Stanford é feita a base de três materiais relativamente baratos e abundantes — alumínio, grafite e ureia

São Paulo – Um dos maiores desafios para a expansão das energias renováveis é o armazenamento de energia de um jeito eficiente e econômico, mas um novo tipo de bateria desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, pode ajudar a impulsionar o setor.

Com três materiais relativamente baratos e abundantes — alumínio, grafite e ureia — o professor de química Hongjie Dai e o doutorando Michael Angell criaram uma bateria recarregável segura e com um ciclo de vida longo.

O grande diferencial dessa bateria é o uso de ureia — um material já produzido em grandes quantidades industriais para uso em fertilizantes e também presente na urina dos mamíferos — como base para o elétrólito, que é a solução capaz de conduzir corrente elétrica.

“Então, essencialmente, o que você tem é uma bateria feita com alguns dos materiais mais baratos e mais abundantes que você pode encontrar na Terra. E realmente ela tem bom desempenho “, diz Dai em um comunicado de imprensa.

Por uma métrica de eficiência chamada de coulomb (C), que mede a relação entre a unidade de carga colocada na bateria e a carga de saída, a nova bateria é avaliada em 99,7%, o que é considerado bem alto.

Os pesquisadores publicaram os resultados na revista científica PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Desafio

À medida que a demanda por tecnologias renováveis cresce, aumenta a necessidade de baterias baratas e eficientes para armazenar a energia gerada durante períodos de alta produção e liberá-la em tempos nada produtivos, especialmente se tratando da fonte solar. As baterias atuais, como as de íon lítio ou chumbo-ácido, são caras e têm vida útil limitada.

Para levar sua invenção às vias comerciais, os pesquisadores licenciaram as patentes de bateria para uma empresa chamada AB Systems, fundada pelo próprio Dai. Eles também planejam aumentar a vida útil da bateria e, para isso, terão de analisar mais profundamente seus processos químicos internos.

Para atender às demandas de armazenamento de uma rede elétrica, a bateria comercial terá de durar pelo menos dez anos.

“Nosso sonho é que, com essa bateria, a energia solar seja armazenada em cada edifício e em cada casa”, disse Dai.

Fonte: EXAME - Por Vanessa Barbosa

 
 

Energia solar deve ter 2017 com aquisições e 1º gigawatt

O país alcançará neste ano a marca de 1 gigawatt em capacidade instalada em usinas fotovoltaicas, patamar registrado em apenas pouco mais de 20 países.

São Paulo – O ano de 2017 deverá registrar uma série de movimentações no setor de energia solar no Brasil, com várias usinas contratadas nos últimos anos entrando em operação e também com diversos empreendimentos trocando de mãos, por meio de aquisições, disse à Reuters um executivo do setor.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), Rodrigo Sauaia, o país alcançará neste ano a marca de 1 gigawatt em capacidade instalada em usinas fotovoltaicas, patamar registrado em apenas pouco mais de 20 países.

O sucesso, no entanto, poderia ser ainda maior, uma vez que leilões de energia solar realizados pelo país desde 2014 previam quase 2 gigawatts em operação até agosto de 2017.

A comemoração também poderia se dar em um momento melhor, uma vez que os investidores do setor ainda digerem o cancelamento, nos últimos dias de 2016, de um leilão que contrataria novas usinas eólicas e solares.

O governo disse que a decisão foi motivada pela queda da demanda por eletricidade causada pela crise econômica.

“Vem aí um desafio grande que a gente ainda tem no setor, porque apesar desse começo positivo, tivemos um tropeço importante com o cancelamento do leilão… foi um golpe duro, porque o setor tem que ter previsibilidade da demanda”, disse Sauaia, que está à frente da associação que representa a indústria de equipamentos e investidores do setor.

Segundo ele, empresas associadas à entidade haviam revelado a intenção de entrar no certame com cerca de 5 gigawatts em projetos.

Mas ao mesmo tempo em que há o forte interesse por investimentos no setor, um grupo de empresas negocia com o governo para cancelar projetos já contratados no primeiro leilão para energia solar, em 2014.

“Ocorreu uma mudança brusca e imprevisível no cenário macroeconômico brasileiro que afetou diretamente esses projetos, e é difícil você precificar. Uma turbulência econômica e política… por conta disso os empreendedores estão em diálogo direto com o governo, buscando um caminho, uma solução”, disse.

Por outro lado, a Absolar espera ver neste ano a entrega dos parques solares contratados em um leilão realizado em agosto de 2015, que ofereceu preços maiores e previa início da operação das usinas para agosto deste ano.

“A situação deles já é mais tranquila. Por conta disso, a gente vê que um número importante desses projetos vai começar a trocar de mãos… a gente vê alguns grandes grupos internacionais de olho nesses projetos”, afirmou Sauaia.

Apesar do sol abundante, o Brasil possui hoje apenas 0,02 por cento de geração fotovoltaica em sua matriz elétrica, número que chegaria a 2 por cento se estivessem prontas todas usinas já contratadas nas licitações.

Para o futuro, além do crescimento por meio das grandes usinas, o dirigente da Absolar destaca o potencial do Brasil para a instalação de placas solares em telhados, uma modalidade que viu o número de adeptos dispararem, com alta de mais de 300 por cento em 2016.

Indústria no início

Ao tempo em que promoveu os leilões para contratar usinas solares, o Brasil incentivou a construção de fábricas de equipamentos no país, por meio de um programa que garante financiamentos atrativos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os projetos com determinado nível de conteúdo local.

A iniciativa atraiu fabricantes de equipamentos como seguidores solares (“trackers”, que fazem as placas acompanharem a movimentação do sol ao longo do dia) e inversores, mas até o momento apenas um grande fabricante internacional de módulos fotovoltaicos está em operação no país, a Canadian Solar.

“Dentro da Absolar, contamos com pelo menos quatro fabricantes que pretendem viabilizar produção de módulos fotovoltaicos no Brasil. No entanto, esses, e mesmo os fabricantes que anunciaram fábrica ano passado, foram todos surpreendidos com o cancelamento do leilão, e isso acaba colocando isso em risco”, apontou Sauaia, doutor em engenharia de materiais com foco em geração fotovoltaica, que foi pesquisador em energia solar na Alemanha e na Suíça.

Sauaia, que antes de atuar na Absolar foi assessor técnico do Greenpeace, além de ter participado de grupo dedicado ao assunto na Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), disse que para atrair os fabricantes é importante também reduzir impostos, o que poderia ser feito com a inclusão de equipamentos solares no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays (PADIS), um conjunto de incentivos fiscais federais.

Em entrevista recente à Reuters, um executivo da Canadian Solar disse que os painéis da empresa no Brasil saem até 40 por cento mais caros que a importação de equipamentos da China, principalmente devido aos impostos.

“A realidade tributária que o setor está enfrentando criou barreiras que dificultaram o desenvolvimento na velocidade que havia sido programada”, afirmou o dirigente da Absolar.

Ele também confirmou que a associação negocia com o BNDES uma mudança no programa de conteúdo local do setor, que prevê um aumento gradativo das exigências de conteúdo local em 2018 e em 2020, conforme antecipado pela Reuters na última semana.

“Precisaria de algumas adaptações no cronograma e também no conteúdo (local exigido)”, apontou.

Fonte: EXAME - Por Luciano Costa, da Reuters

 
 

Painéis solares residenciais associam economia à sustentabilidade

Em 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimava que até 2024 poderiam ser instalados até 620 mil painéis em telhados residenciais

Por Agência Brasil

A instalação de painéis residenciais de captação de energia solar é uma opção de investimento que permite economia na conta de luz e independência das distribuidoras de eletricidade.

O sistema fica em R$ 16 mil, segundo a coordenadora da campanha de Energias Renováveis da organização não governamental (ONG) Greenpeace, Bárbara Rubim.

“É um valor alto, se a pessoa tiver que fazer esse investimento à vista. Mas é um investimento que vai se pagar em uma média de sete anos e gerar retorno para a pessoa. É um investimento que você está fazendo no seu imóvel”, ressaltou Bárbara em entrevista à Agência Brasil.

Em 2015, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimava que até 2024 poderiam ser instalados até 620 mil painéis voltaicos em telhados residenciais.

Para a microgeração de consumidores comerciais, a projeção é que os sistemas podem chegar a 82 mil equipamentos. Eles captam a luz solar e a transformam em eletricidade que abastece o imóvel.

O excedente pode ser lançado na rede de distribuição e convertido em créditos a serem abatidos da conta de luz do consumidor.

Financiamento e incentivos

A geração individual de eletricidade pelo sol poderia ir ainda mais longe, segundo Bárbara, caso houvesse incentivos para quem quisesse usar essa opção. Entre as medidas que poderiam ser adotadas, a coordenadora da ONG aponta a criação de linhas de financiamento específicas.

“Durante anos, o governo federal subsidiou para que você pudesse ter até linha de financiamento com juros zero para a compra de veículos novos. Se o governo fez isso para a compra de um carro que, querendo ou não, é um bem que gera uma série de externalidades negativas para a sociedade e que está sendo depreciado ano após ano, não existe motivo de ele não ter uma política semelhante para a energia solar”, defendeu.

Outro incentivo possível, de acordo com Bárbara, seria a liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra dos painéis, como é feito para compra e reforma de imóveis.

Substituição de fontes

Com esse tipo de fomento, a coordenadora da ONG considera que o Brasil conseguiria chegar ao fim de 2020 com mais de 1 milhão de sistemas instalados e com 8 milhões no fim de 2030.

Ela baseia a análise nos resultados obtidos em países como a Alemanha, que tem atualmente 8 milhões de residências microgeradoras, e o estado norte-americano da Califórnia, com 1 milhão de sistemas instalados.

“A gente conseguiria substituir duas vezes, se chegasse nesses 8 milhões, a previsão de geração do complexo hidrelétrico de Tapajos”, compara Bárbara em referência ao projeto da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará.

Em agosto do ano passado, o governo federal desistiu do projeto, pois não conseguiu as licenças ambientais necessárias. O empreendimento também alagaria três aldeias do povo Munduruku, na Terra Indígena Sawré Muybu.

Economia e sustentabilidade

Foi justamente a preocupação ambiental que motivou a consultora em biotecnologia Luciana Di Ciero a instalar, há um ano, um sistema de painéis em sua residência em Campinas, no interior paulista.

“É claro que é super interessante ter uma economia. Mas, para mim, o principal foi a questão de sustentabilidade, de usar uma energia renovável. Eu acho que o caminho do mundo é esse”, afirma sobre o equipamento que reduziu de R$ 400 para R$ 60 a conta de luz da família de quatro pessoas.

Luciana conta que o sucesso da instalação atraiu a atenção dos vizinhos. “Muita gente veio aqui olhar”. Pelo menos um deles também comprou o equipamento após visitá-la. A consultora acredita, no entanto, que deveria haver incentivos para quem quer adotar a tecnologia.

“Eu moro em um condomínio de classe média alta, é diferente. Agora, um incentivo para colocar em comunidades carentes, em conjuntos populares, isso o Brasil deveria fazer. Acho que estamos muito atrasados”, diz.

Também no interior de São Paulo, a dentista Fernanda Morra considera que o sistema foi uma boa maneira de investir. “Eu acho a nossa energia muito cara. Eu tenho sol quase os 365 dias do ano, porque moro em Holambra. Acho que é um investimento para a minha casa, daqui a um, dois ou três anos eu não tenho mais esse custo”. O equipamento abastece a residência de Fernanda e o consultório, que divide o imóvel.

Apesar de destacar as vantagens econômicas e práticas, como não depender das concessionárias de energia, a dentista também fez a instalação preocupada com o meio ambiente. “Eu tento ser o mais sustentável que posso”, acrescenta.

Fonte: EXAME

 
 
 
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