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Energia Solar: Brasil bate recorde na micro e minigeração

Residências e lojas são os principais produtores e consumidores da modalidade, que já cresceu 36,6% neste ano

O Brasil atingiu um novo recorde na micro e minigeração de energia a partir de painéis solares, divulgou hoje (16/05) a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). De acordo com a entidade, a potência instalada no país chegou a 250 megawatts, uma alta de 36,6% em relação ao ano passado.

Os números de micro e minigeração de energia se referem às centrais geradoras com potência instalada de, no máximo, 75 kilowatts e 5 megawatts, respectivamente. Elas são geralmente instaladas perto do próprio local de consumo, na maioria das vezes em residências ou estabelecimentos comerciais. Praticamente toda a micro e minigeração de energia elétrica no Brasil tem como fontes os painéis fotovoltaicos.

Segundo a Absolar, dos 27,8 mil sistemas de micro e minigeração de energia conectados à rede, 77% são de consumidores residenciais. Já estabelecimentos de comércio e serviços respondem por 16% do total. Na sequência, aparecem consumidores rurais (3,2%), indústrias (2,4%), prédios públicos (0,8%) e serviços públicos (0,8%).

Apesar disso, quando medida a potência instalada, comércio e serviços respondem pela maior parte (42,8%), com as residências ficando em segundo lugar (39%), o que demonstra que os estabelecimentos comerciais e de serviços têm uma geração bastante maior por unidade.

Minas Gerais (22,9%), Rio Grande do Sul (13,9%) e São Paulo (13,5%) são os estados com a maior potência instalada em unidades micro e minigeradoras.

A potência total instalada para geração de energia a partir da fonte solar no Brasil — contando não só as pequenas, mas também as grandes unidades — ultrapassou no início deste ano a marca de 1 gigawatt. Com isso, o Brasil entrou para o grupo dos 30 principais países que mais utilizam a energia solar fotovoltaica em sua matriz energética. A China, com 78 gigawatts de potência instalada, é a maior produtora.

Fonte: 16/05/2018 - 13H37 - ATUALIZADA ÀS 13H38 - POR ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

 
 

Califórnia: uso de energia solar passa a ser obrigatória em novas residências

Estado é o primeiro dos EUA a fazer a exigência; aqui no Brasil, prédios da União devem seguir norma semelhante
A maioria das novas residências a serem construídas a partir do dia 1º de janeiro de 2020, na Califórnia (EUA), será obrigada a incluir sistemas solares fotovoltaicos como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia local. A exigência, inédita entre os estados americanos, foi anunciada na segunda semana de maio. Terra do cinema, a Califórnia é famosa por exportar tendências comportamentais para todo o mundo.

Maior mercado de energia solar dos Estados Unidos, o estado americano pretende mostrar com essa medida que os painéis solares já deixaram de ser um luxo reservado às casas de proprietários ricos e preocupados com tendências ecológicas, passando a ser uma fonte de energia convencional e limpa. A exigência também integra o esforço do governador Jerry Brown para reduzir as emissões de carbono em 40% até 2030 e oferece um modelo para outros estados. “A adoção desses padrões representa um enorme avanço nos padrões estaduais de construção”, destacou à Bloomberg Bob Raymer, engenheiro sênior da Associação da Indústria da Construção da Califórnia. “Pode apostar que os outros 49 estados estarão observando de perto o que vai acontecer”, acrescentou.

Contudo, embora a exigência venha representar um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações do segmento solar subiram com a decisão. Em direção oposta, as das construtoras residenciais caíram. A Sunrun, maior instaladora de painéis solares residenciais dos EUA, chegou a avançar 6,4%, enquanto a KB Home, que tem exposição significativa ao mercado da Califórnia, caiu 5,3%.

Brasil

Embora no Brasil não haja exigência parecida em nível residencial – uma vez que o sistema custa entre R$ 12 mil e R$ 20 mil – um projeto de lei aprovado em março deste ano estabelece que os prédios públicos em construção, alugados ou em reforma, e de uso da União, deverão instalar sistemas de captação de energia solar e também de armazenamento e utilização de águas pluviais.

Trata-se do projeto de lei n°317, de 2015, proposto pelo senador Dário Berger (PMDB-SC). Aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), a iniciativa tramita atualmente na Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde terá votação final.

Há, ainda, a portaria (nº 643/2017) do Ministério das Cidades que prevê a instalação de energia solar nos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida e que passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano. O documento estabelece os requisitos para admissão de propostas por meio de “Sistema de Aquecimento Solar” e do “Sistema Solar Fotovoltaico”.

O presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, explica que o beneficiário do programa economizará na conta de luz. “Um consumidor da Faixa 1 do programa tem consumo na faixa de 100 Kwh [quilowatts/hora] por mês de energia elétrica. Esse consumidor, com o sistema projetado com a energia solar, poderá gerar, em sua própria residência, 70 Kwh por mês. Isso significa que ele está tendo uma economia de 70% no gasto de energia elétrica que ele tem no seu dia a dia.”

A reportagem do CORREIO Sustentabilidade procurou o Ministério das Cidades para saber quantas residências do programa já foram entregues com a instalação de energia solar, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

IPTU Amarelo

Salvador passará a contar ainda neste ano com o IPTU Amarelo, iniciativa lançada pela Prefeitura que dará 10% de desconto no Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana (IPTU) dos imóveis (condomínios e casas) construídos horizontalmente. “Para os verticais, o foco é o IPTU verde”, explica secretário municipal de Sustentabilidade e Inovação, André Fraga.

Uma das pessoas beneficiadas pela medida será o advogado Leonardo Soares, 36 anos. Morador de Alphaville, ele conta que investiu R$ 45 mil para instalar 32 placas de energia solar em casa. A energia gerada abastece a residência e mais dois pontos comerciais. “Para a região em que moramos - Alphaville -, isso vai valer muito a pena. Vamos conseguir reduzir quase R$ 1 mil do IPTU.”

A família de Leonardo utiliza a energia solar desde que deixou de morar em prédio e se mudou para uma casa. Hoje, costuma pagar entre R$ 79 e R$ 100 na conta de luz, enquanto os vizinhos costumam a desembolsar até R$ 700.

Fonte: Murilo Gitel, o CORREIO Sustentabilidade

 
 

MRV constrói primeiro empreendimento com energia solar

Priorizando contribuir com o meio ambiente, a MRV Engenharia inova mais uma vez no segmento de imóveis econômicos e constrói um dos primeiros condomínios da linha econômica com painéis de células fotovoltaicas, capazes de produzir energia elétrica e economia para bolso do morador.

O primeiro empreendimento em Cuiabá a receber o sistema é o Chapada da Costa, localizado no bairro Jardim Ubirajara, próximo à margem da Rodovia Emanuel Pinheiro (sentido Chapada-Cuiabá).



A instalação das placas solares já está acontecendo e a entrega dos apartamentos está prevista para o inicio do próximo ano.

De acordo com especialistas, a energia elétrica é o segundo item que mais impacta no valor da taxa de condomínio. Algo em torno de 10% a 17% do custo total condominial.

Os itens que mais consomem energia elétrica dentro de condomínios são sistemas de iluminação de áreas comuns, como hall, escadarias, elevadores, motores de portões e bombas de recalque.

O Chapada da Costa vai oferecer energia solar para todas as áreas comuns do condomínio, como iluminação das áreas de estacionamento, lazer em geral, piscina, salões de festas e portaria.

Com esse suporte positivo ao meio ambiente, há em média um abatimento na taxa condominial mensal da ordem de até 30%, conforme verificado em empreendimentos de porte similar em outros pontos do país.

Nos próximos cinco anos, todos os empreendimentos da MRV Engenharia serão lançados com o sistema de energia solar fotovoltaica, iniciativa que está na matriz de sustentabilidade consolidada pela companhia.

Para isso, a empresa deverá investir R$ 800 milhões no período, em empreendimentos em diferentes localidades do país. Atualmente, a MRV está em 150 diferentes cidades. Um a cada 200 brasileiros mora num imóvel construído pela MRV.

O próximo empreendimento a receber o modelo é o Chapada das Oliveiras, que será localizado no bairro Morada do Ouro. O novo lançamento comercial deve ocorrer em maio, com a abertura oficial de vendas de apartamentos com descontos especiais, conforme antecipa a construtora.

Ao incorporar o sistema de produção de energia fotovoltaica em seus empreendimentos, a MRV Engenharia não beneficia apenas seus clientes, com a economia na conta de luz e a valorização do imóvel, como oferece importante contribuição para a diversificação da matriz energética brasileira, conforme destaca a companhia, líder no segmento brasileiro de imóveis econômicos.

Isso porque, o sistema disponibiliza geração de energia renovável e limpa, sem emissão de C02 na atmosfera, redução do consumo de energia de fontes convencionais, além de ser um sistema de geração silencioso.

O sistema
As células fotovoltaicas são instaladas no telhado das edifícios e transformam energia solar em energia elétrica. Conforme o projeto, a energia gerada pelas placas é conectada à rede por meio de inversores solares (sistema fotovoltaico).



Após passar pelo Inversor, a energia gerada vai para o quadro de distribuição de energia, diminuindo a quantidade de energia utilizada da distribuidora de energia elétrica.

A energia gerada ao longo do dia que não é consumida é disponibilizada para o sistema ao qual a rede gerida pela concessionária está interligada.

Ao final do mês, a energia extra gerada pelo sistema entra como crédito, abatido no saldo da conta de energia mensal, podendo cobrir toda a conta do condomínio. Mais um convite ao consumo consciente.

“É benefício para o cliente. Teoricamente, a construtora vende energia para a concessionária e ela abate o valor. É um sistema totalmente aderente à sustentabilidade, que é um dos valores da nossa companhia. É energia limpa, que contribui, e muito, com meio ambiente”, reforça o gestor comercial da MRV Engenharia em Mato Grosso, Tacílio Cantarutti.

Fonte: AMBIENTE ENERGIA - 15 de maio de 2018

 
 

Huawei vence projeto de energia solar de larga escala no Brasil

Vencedora do projeto “Boa Hora” de energia solar, fornecerá 75MW de inversores string para a AES Tiête, uma subsidiária da AES Corporation.

Na sexta-feira (13), a Huawei anunciou que é a vencedora do projeto “Boa Hora” de energia solar, e fornecerá 75MW de inversores string para a AES Tiête, uma subsidiária da AES Corporation. De acordo com a empresa, este será o primeiro projeto solar totalmente digitalizado e representará um marco para a digitalização da indústria de energia solar no Brasil.

Henry Xia, gerente geral dos negócios FusionSolar da Huawei para a América Latina, informou “A Huawei está honrada por fazer parte deste projeto pioneiro e investirá todos os seus esforços para ajudar a nossa parceira AES Tiête a concluí-lo. Atualmente, as coisas estão se tornando cada vez mais conectadas, e com o 5G, a computação em nuvem e a digitalização estão acontecendo globalmente em todas as indústrias. Não poderia ser diferente com a energia solar. Acreditamos totalmente que, com a Huawei FusionSolar Smart PV Solution, que demonstra a avançada tecnologia global de resfriamento natural e topologia multinível, este projeto pode contribuir para a indústria de energia solar no Brasil com maiores rendimentos, menor LCOE, O&M inteligente e experiências seguras e confiáveis, tornando a digitalização uma tendência para esta indústria”.

A Huawei FusionSolar smart PV aborda as usinas de energia como produtos que podem ser fornecidos aos clientes. Ao otimizar e inovar todo o processo, do design da planta de energia, à construção e O&M, a Huawei transforma em realidade seu valor central de “Rendimentos Maiores, O&M Inteligente, Seguro e Confiável”.

A solução otimiza investimentos iniciais, reduz custos de O&M, eleva o rendimento energético e aumenta o ROI da planta fotovoltaica. Ela tem sido amplamente implantada em vários países e regiões e é amplamente reconhecida por clientes na China, Europa, Japão, América, Índia, Ásia-Pacífico e América Latina.

A Huawei faz questão de ressaltar que oferece produtos e serviços de alta qualidade com base em sua experiência acumulada ao longo das últimas três décadas. Como uma das 500 melhores empresas globais (83ª posição no ranking) e uma das melhores marcas globais (70ª posição no ranking da Interbrand), a Huawei integra de forma inovadora a tecnologia da informação digital, tecnologia da Internet e tecnologia fotovoltaica, combinando-as com conceitos de design para O&M simples, digital e inteligente a fim de promover a solução FusionSolar smart.

Com base nos relatórios divulgados pelas consultorias globais IHS Markit e GTM, a Huawei ficou em 1º lugar no ranking global de inversores vendidos por três anos consecutivos, 2015, 2016 e 2017. A companhia informou ainda que criou parcerias importantes com clientes globais TOP50 PV e está sempre disposta a trabalhar com todos os parceiros da indústria de energia solar para criar um marco para a indústria ao construir um ecossistema aberto, colaborativo e ganha-ganha, ao mesmo tempo em que continuamente agrega mais valor e melhores experiências para os seus clientes.

Fonte: Por FERNANDA BELING | @fsbeling em 18/04/2018 - Oficina da NET

 
 

Rodrigo Sauaia e Ronaldo Koloszuk: Solar fotovoltaica: a fonte renovável do século XXI

Crescimento da microgeração e minigeração é impulsionado por diferentes fatores, entre eles a redução de mais de 75% no preço da na última década e o aumento nas tarifas de energia elétrica

Poucos setores no Brasil cresceram de forma tão robusta nos últimos 3 anos, período em que o País atravessou uma de suas piores crises econômicas, como o solar fotovoltaico. O setor destacou-se em comparação com a economia nacional, crescendo a taxas de mais de 100% por ano desde 2013 e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) se orgulha de desempenhar papel relevante nesta trajetória.

Em 2017, o setor foi responsável pela geração de mais de 25 mil novos empregos diretos e indiretos, em sua maioria qualificados e descentralizados ao redor do Brasil, contribuindo para o desenvolvimento social, econômico e ambiental das cinco regiões de nosso País.

Em janeiro de 2018, o setor ultrapassou a marca histórica de 1 GW operacionais no Brasil, posicionando o País dentro do prestigiado clube das 30 principais nações do mundo em energia solar fotovoltaica. Até o final do ano, o Brasil ultrapassará a marca de 2 GW.

Já são mais de 27 mil sistemas de geração distribuída solar fotovoltaica em telhados, fachadas e coberturas de residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e propriedades rurais, somando mais de 246 MW de potência e mais de R$ 1,6 bilhão em investimentos privados injetados na economia nacional.

O crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por diferentes fatores, entre eles a redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica na última década e o aumento nas tarifas de energia elétrica. Hoje, o investimento em um sistema solar fotovoltaico retorna em entre 5 e 7 anos, sendo cada vez mais atrativo.

Desde a sua fundação, a Absolar contribui de forma decisiva para este sucesso da fonte solar fotovoltaica no Brasil. Dentre as inúmeras iniciativas desenvolvidas, destacam-se:

– Atuação junto ao Ministério da Integração Nacional na criação de novas linhas de financiamento para pessoas físicas e jurídicas, com recursos totais de R$ 3,2 bilhões disponíveis aos brasileiros das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para gerar energia renovável e sustentável em suas próprias residências, empresas e propriedades rurais.

– Articulação para isentar o ICMS sobre a energia injetada na rede e compensada na geração distribuída, via Convênio ICMS nº 16/2015. A Absolar já viabilizou a adesão de 23 estados e do Distrito Federal, disponibilizando o benefício a mais de 181 milhões de brasileiros, ou seja 89,3% da população do País. Em 2018, a ABSOLAR batalha pela adesão do Amazonas, Paraná e Santa Catarina a este convênio estratégico.

– Estruturação e lançamento do Programa Goiás Solar, em conjunto com o Governo do Estado de Goiás, programa estadual de referência que já triplicou as empresas atuando no Estado e multiplicou os investimentos e empregos do setor na região.

– Participação na publicação da Portaria nº 643/2017, que autoriza o uso de energia solar fotovoltaica no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Os estudos contaram com a coordenação da Fiesp e trabalhos técnicos da Absolar, Furnas e parceiros.

– Proposição ao Ministério das Minas e Energia de um programa nacional solar fotovoltaico, com propostas como: contratação anual de 2 GW de usinas solares fotovoltaicas por meio de leilões de energia elétrica; meta nacional de 1 milhão de telhados solares fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural; e uma política industrial para reduzir preços de equipamentos nacionais aos consumidores.

O setor solar fotovoltaico deve muitas destas conquistas ao trabalho de um grupo de empreendedores voluntários que, sob a liderança inicial de Nelson Colaferro Junior, tiveram a iniciativa de fundar a Absolar e conduzi-la ativa, forte e financeiramente saudável desde seus primeiros dias.

Há muito potencial e espaço para o setor solar fotovoltaico crescer no Brasil. Projeções recentes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que a fonte solar fotovoltaica na matriz elétrica poderá ultrapassar 10% em 2030 da matriz elétrica nacional, ante 0,6% ao final de 2017.

A Absolar terá um papel decisivo ao longo da evolução que aguarda o setor solar fotovoltaico nos próximos anos e décadas, período marcado por inúmeras transformações tecnológicas, econômicas, políticas, sociais e ambientais. O mundo caminha para um futuro repleto de inovações como veículos elétricos, armazenamento de energia e, é claro, uma presença cada vez maior da energia solar fotovoltaica em áreas urbanas e rurais. Para fazer frente a estas mudanças, daremos início a um novo ciclo de estruturação interna da Abssolar, que permitirá à associação nacional de nosso setor continuar crescendo com força, contribuindo com competência para a estruturação de novas políticas e programas para o setor e oferecendo serviços e benefícios valiosos para nossos associados. Você é nosso convidado especial para participar deste novo ciclo como associado da Absolar, ajudando-nos a construir esta nova etapa da história de nosso setor no Brasil.

Fonte: Por Rodrigo Sauaia e Ronaldo Koloszuk Publicado em 10/05/2018 - BRASIL ENERGIA

 
 

Dubai adiciona 200 MW de energia solar, aumentando a fatia de energia limpa para 4% da capacidade in

Sua Alteza Xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos (EAU), e governante de Dubai, entregou oficialmente o primeiro estágio de 200 megawatts (MW) da terceira fase de 800 MW do Parque Solar Mohammed bin Rashid Al Maktoum.

A Autoridade de Água e Eletricidade de Dubai (Dubai Electricity & Water Authority, DEWA) está implementando a terceira fase com o uso do modelo de produção de energia independente (Independent Power Producer, IPP) ao custo nivelado de 2,99 centavos de dólar por quilowatt-hora com o uso de painéis solares fotovoltaicos. A terceira fase está sendo implementada em parceria com um consórcio liderado pela Abu Dhabi Future Energy Company (Masdar) e Grupo Électricité de France (EDF). Os segundo e terceiro estágios dessa fase, que terão capacidade de 300 MW cada, serão concluídos em 2019 e 2020, respectivamente.

Sua Excelência Saeed Mohammed Al Tayer, MD e diretor executivo da DEWA, observou que a usina é a primeira do Oriente Médio e Norte da África (Middle East and North Africa, MENA) a usar um sistema de rastreamento solar de eixo único, que aumenta a eficiência de energia em 20% a 30%. Ela utiliza mais de 800 mil células solares autolimpantes que mantêm um nível de alto desempenho. O projeto atende mais de 60 mil residências com energia limpa, reduzindo anualmente mais de 270 mil toneladas de emissões de carbono. Ele foi implantado com uma taxa de 2,4 milhões de horas sem acidentes humanos.

Al Tayer mencionou que o projeto aumentou a fatia de energia limpa para 4% do total da capacidade instalada de Dubai. A capacidade de projetos com base no modelo IPP de energia solar concentrada (Concentrated Solar Power, CSP) e fotovoltaica atualmente em construção é de 1.500 MW.

"Masdar e DEWA tiveram um papel ativo no aumento da eficiência econômica e produtividade da energia renovável ao implantar os últimos avanços na tecnologia. A energia solar complementa a energia convencional em um relacionamento que torna perfeito o sentido econômico nesta região, dado o número de dias claros e ensolarados no ano, ao ajudar a diminuir os custos da energia no horário de pico", explicou Sua Excelência Dr. Sultão Ahmed Al Jaber, ministro de Estado dos EAU e presidente da Masdar.

"É uma grande honra para o Grupo EDF contribuir com a transição de energia do Emirado de Dubai. Estou encantado com o relacionamento de confiança que construímos com nossos parceiros DEWA e Masdar para desenvolver energia livre de carbono na região e além", disse Sua Excelência Jean-Bernard Levy, presidente do conselho e diretor executivo do Grupo EDF.

Fonte: Mundo energy - Terra -

 
 

Energia solar tende a ser a maior fonte de eletricidade do mundo em pouco mais de duas décadas

Nada de carvão ou gás natural. Em pouco mais de duas décadas, os painéis solares poderão ser a principal fonte de energia no mundo. No ritmo atual de crescimento, a fatia de energia fotovoltaica na capacidade de geração mundial deve saltar dos atuais 4% para cerca de 30% em 2040. Até lá, 15% de toda a energia consumida no mundo virá do sol.

A necessidade de reduzir emissões combinada à queda no preço da tecnologia é apontada como fator determinante para a expansão não apenas da energia solar, mas também da eólica. Mesmo em países sem qualquer tipo de subsídio, o custo da energia eólica onshore deve cair mais 41%, enquanto o preço da energia solar será reduzido em 60% nos próximos 25 anos, segundo previsão da Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Juntas, essas fontes serão responsáveis por 64% da nova capacidade de geração mundial até 2040, capitaneando a maior parte dos investimentos.

INFOGRÁFICO: confira as previsões da BNEF para a produção e consumo de fontes de energia nos próximos anos


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Mais do que uma previsão, o estudo aponta uma tendência, afirma Lilian Alves, líder da BNEF na América Latina. “A principal mensagem dele é que sairemos de um modelo apoiado nos fósseis para um modelo apoiado em renováveis como solar, eólica e baterias. O maior exemplo dessa tendência foi o ano de 2015, que registrou recorde de instalação de fontes renováveis, apesar do preço baixo do petróleo”.

O avanço das fontes renováveis é um caminho sem volta. De acordo com o relatório do BNEF, nem mesmo a queda do preço do carvão e do gás natural será suficiente para barrar a expansão das fontes alternativas. Dos US$ 11 trilhões em investimentos previstos em energia para os próximos 25 anos, apenas US$ 3,2 milhões serão gastos em combustíveis fósseis. Surpreendentes US$ 7,8 trilhões serão aplicados em energia renovável. Em 2040, mais de 10% da capacidade de geração global será de geração solar distribuída, embora em alguns países esta quota será significativamente maior.

Metade dos recursos investidos virá da Ásia. Só a China deve capitanear US$ 2,8 trilhões em novos investimentos, com 73% da nova capacidade provenientes de fontes renováveis. Mas nos próximos cinco ano ainda veremos a China acrescentando quase 190 GW de usinas de carvão. O país asiático deve atingir seus picos de nova capacidade de carvão em 2020, e de geração de energia por meio de carvão em 2025.

A partir daí, as fontes renováveis devem ser predominantes, não apenas na China, mas em vários outros países. Segundo a BNEF, o ano de 2027 ficará marcado como o ponto de inflexão no cenário energético, quando a energia eólica e solar começam a ficar mais baratas do que o carvão e o gás natural.

Renováveis e fósseis disputam espaço
O boom global de fontes renováveis é um grande passo em direção a uma matriz mais limpa, contudo, não será suficiente para tirar de cena os combustíveis fósseis. De acordo com o estudo do BNEF, eles manterão uma participação de 44% na geração em 2040 – em comparação com dois terços em 2015. Cerca de 963 GW de nova capacidade a carvão ainda serão adicionados até 2040 quase que exclusivamente em países em desenvolvimento, com políticas de mudanças climáticas fracas ou ainda por implementar. Enquanto a geração de energia com carvão despenca na Europa, China e Estados Unidos até 2025, o consumo global do combustível fóssil cresce cerca de 7% em mercados emergentes como a Índia e países da África e Sudeste Asiático, sobretudo em função da queda do preço. O gás natural, por exemplo, deverá ser o combustível de transição da matriz nos Estados Unidos.

Fonte: Cíntia Junges [01/01/2017] - Gazeta do Povo

 
 

Energia Solar cresce 407% no Brasil

A energia solar recebeu mais investimentos que qualquer outro tipo de fonte energética em 2016, crescendo mais de 18% do que no ano anterior. Foram mais de US$160,8 bilhões de recursos, segundo a Organização das Nações Unidas (Onu).

O Brasil é um dos países que têm mais perspectivas positivas para o futuro na energia solar. Ele tem uma incidência solar de 5,4 quilowatt-hora/metro quadrado, mais do que a China e os Estados Unidos, por exemplo.



Porém, quando falamos em termos de capacidade instalada de geração fotovoltaica, o Brasil tem apenas um gigawatts. Já a China tem 130 gigawatts. Mas esse cenário está se transformando. No ano de 2016, o número de microgeradores de energia solar cresceu 407% em relação a 2015, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica.



O crescimento se deve, principalmente, à instalação em residência. A estimativa é que em 2024 serão 886,7 mil unidades consumidoras, totalizando uma potência instalada de 3,2 GW.



Leia também: Como funciona o inversor solar?



Com o barateamento dos painéis, o acesso à energia solar ficou muito mais fácil para as pessoas, por isso houve esse crescimento no investimento. Além disso, muitas companhias do setor de energia estão investindo nesse mercado.



A distribuidora Celesc de Santa Catarina, criou o Projeto Bônus Fotovoltaico, contemplou 1250 residências para um subsídio parcial na instalação de sistemas fotovoltaicos. Com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrico das pessoas, o projeto visa ampliar a utilização de energia solar e renovável, além de criar expertise para um mercado que está cada vez mais fortalecido.



Apesar da disponibilidade de tecnologia, ela estava concentrada mais em nichos comerciais e industriais, além de residências com padrão elevado. Porém, os incentivos estão fazendo com que as classes médias e baixas possam investir nessa tecnologia e terem economia na conta de luz, difundindo a informação e gerando popularização da energia solar no mercado.



Leia também: 5 motivos para você investir na energia solar

Fonte: O Solar Brasil

 
 

Banco do Brasil lança linha de financiamento para renováveis no meio rural

BB Agro Energia espera liberar R$ 2,5 bilhões e vai beneficiar pessoas físicas , jurídicas e cooperativas

O Banco do Brasil lançou o BB Agro Energia, um novo programa de linhas de financiamento voltado para o uso de energia renováveis no meio rural, tanto para pessoas físicas, jurídicas e cooperativas. A estimativa é que ela libere R$ 2,5 bilhões em 2017. O programa vai possibilitar a instalação de placas fotovoltaicas, aerogeradores ou biodigestores nos terrenos de modo a reduzir os custos de produção, transformá-los em autoprodutores, transferência de tecnologia ao campo e ampliação dos negócios com o setor agropecuário.

As linhas que englobam o programa são as seguintes: FCO Rural, Inovagro, Investe Agro e Pronamp, para a agricultura empresarial; Pronaf Eco, para a agricultura familiar; e Pronaf Agroindústria e Prodecoop, para cooperativas agropecuárias. As taxas variam de 2,5% até 12,75% ao ano e o prazo médio de 10 anos. O financiamento pode ir até 100% do projeto.

De acordo com o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, o programa representa uma evolução para o financiamento da fonte, uma vez que o BB Agro Energia é completamente direcionado para o setor agrícola, além de ser uma ação coordenada. “O programa tem abrangência nacional, agora o foco é o agronegócio brasileiro. Isso é muito sinérgico”, afirma. O aspecto da sustentabilidade no campo também foi elogiado pelo presidente da associação. Ele também lembrou que A Absolar vem há dois anos debatendo com banco a implantação de linhas de crédito para o setor. A associação também atua junto ao banco para a abertura de uma linha de financiamento para consumidores na área urbana.

Áreas como suinocultura e avicultura, que tem consumo de energia bastante elevado poderão se beneficiar das linhas. Para obter o financiamento, é necessário que os projetos devam ter até 1 MW. O financiamento também poderá comtemplar equipamentos que vão atuar de forma isolada em uma propriedade, não precisando estar conectado à rede.

Fonte: Canal Energia

 
 

Como financiar sistemas de energia renovável pelo Pronaf

O filho de agricultor e assentado da reforma agrária Ruy Deglan Correia de Sousa, de Porto Velho (RO), procurou a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) para tirar uma dúvida: como financiar sistemas de energia de fontes renováveis pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)? Segundo ele, a ausência de energia elétrica na propriedade da família tem dificultado a produção rural, por isso a energia solar se tornou “sonho de consumo” de todos.

Conceito

Energia renovável é aquela que vem de recursos que são naturalmente reabastecidos, como o vento e o sol. As energias solar e eólica estão inseridas nas chamadas fontes de energias renováveis e representam mais de 40% da matriz energética brasileira. Em novembro de 2015, o então Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em parceria com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), incluiu no Mais Alimentos – linha de financiamento do Pronaf – os equipamentos para a produção dessas energias.

Como ter acesso ao Pronaf?

O primeiro passo, para os produtores acessarem o crédito do Pronaf, é procurar o sindicato rural ou a entidade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do estado ou município para obter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). É ela que identifica o agricultor familiar (atendendo aos critérios da Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006).

Os assentados da reforma agrária e beneficiários do crédito fundiário devem procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou a Unidade Técnica Estadual (UTE).

Em seguida, os interessados devem procurar um banco que atua com o Pronaf para apresentar sua intenção de obter o financiamento. O agricultor também pode solicitar a visita de um agente de extensão rural para elaborar um Projeto Técnico de Financiamento. Este documento será utilizado para análise de crédito e aprovação do agente financeiro.

O que é necessário

A DAP é obrigatória para acessar o Pronaf. Mas, para conceder o crédito, o banco vai avaliar outros requisitos como, por exemplo, se a família está em dia com as contas, se possui condições para assumir novas despesas e se a atividade a ser desenvolvida vai gerar a renda esperada pelo agricultor.

As condições de acesso ao crédito do Pronaf, formas de pagamento e taxas de juros correspondentes a cada linha são definidas, anualmente, a cada Plano Safra da Agricultura Familiar, e são divulgados entre os meses de junho e julho.

Nesta safra, o Mais Alimentos tem juros de 2,5% para financiamento de sistemas de geração de energia de fontes renováveis como solar, biomassa, eólica e mini usinas de biocombustíveis.

Exemplo de Quixeré

Na zona rural do município de Quixeré, a 218 quilômetros da capital cearense, funciona a fábrica de polpa de frutas da Comunidade de Barreiras. Lá, toda a energia utilizada na confecção do produto é renovável. A ideia partiu do agricultor Francisco Ednaldo Clementino, no início de 2015, e hoje garante renda para mais de 50 pessoas. Na época, Francisco conseguiu o maquinário pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Fedaf).

Assim que começou a utilizar energia eólica, a fábrica já reduziu os gastos com energia pela metade. “Gastávamos cerca de R$ 1,3 mil. Hoje pagamos R$ 400”, comemorou. O agricultor contou que os benefícios em usar energia renovável são grandes. “Agora temos energia limpa e gastamos menos. É um conforto não se preocupar com o saldo de energia. Também conseguimos reduzir o preço da nossa mercadoria, o que nos permitiu concorrer com o produto no mercado”, explicou Francisco.

Fonte: Ascom/SEAD - Gabriella Bontempo

 
 
 
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